DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Ogni vocazione sacerdotale è un grande mistero, è un dono che supera infinitamente l'uomo. (San Giovanni Paolo II)
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“Vigiai, para que estejais preparados”
"Vigiai, para que estejais preparados"
+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 24, 37-44)
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Como aconteceu nos dias de Noé, assim sucederá na vinda do Filho do homem. Nos dias que precederam o dilúvio, comiam e bebiam, casavam e davam em casamento, até ao dia em que Noé entrou na arca; e não deram por nada, até que veio o dilúvio, que a todos levou. Assim será também na vinda do Filho do homem. Então, de dois que estiverem no campo, um será tomado e outro deixado; de duas mulheres que estiverem a moer com a mó, uma será tomada e outra deixada. Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor. Compreendei isto: se o dono da casa soubesse a que horas da noite viria o ladrão, estaria vigilante e não deixaria arrombar a sua casa. Por isso, estai vós também preparados, porque na hora em que menos pensais, virá o Filho do homem.
Palavra da Salvação.
Para a reflexão pessoal
O Advento é o tempo que nos educa para a espera do regresso de Jesus. O Evangelho deste domingo leva-nos a refletir sobre a última vinda de Jesus, no fim dos tempos, quando Ele vier na sua glória. É o evento definitivo: o Senhor cumprirá a sua missão, que é fazer com que todos entremos na casa do Pai, para vivermos eternamente em plena comunhão com a Santíssima Trindade. Esta é a vinda que, conscientes ou não, esperamos, mesmo que tudo à nossa volta queira fazer-nos esquecer o fim da nossa vida: fomos feitos para a eternidade, para aquele abraço infinito do seio do Pai. Esta última vinda, porém, tem o seu princípio na «primeira vinda», há dois mil anos, quando o Verbo se encarnou no seio puríssimo de Maria. Nossa Senhora disse o seu generoso «Sim» e Deus fez-se Homem nEla. Entrou na história e encheu-a de sentido, de beleza. Abriu-nos o caminho do Paraíso, que se fechara diante de nós após o evento devastador do pecado original.
No tempo que intercorre entre estas duas vindas, certamente Deus Pai não espera de braços cruzados! É próprio de quem ama procurar a proximidade com o amado, aproximar-se dele, desejar a sua companhia, partilhar tudo. Os Santos, com a sua vida, falam-nos sempre da beleza da união com Deus, da graça de viver o nosso dia na sua presença, com o olhar voltado para o Céu. Desta forma, cada pequena coisa ganha valor, porque é feita sob o olhar de Aquele que nos ama e permitimos que Deus nos encontre no momento presente, que esteja connosco, que nos encha de Si mesmo: é, portanto, o hoje o dia do encontro com o Senhor, porque a cada instante Ele bate à porta do nosso coração, mas esse encontro se realiza no momento em que Lhe abrimos o coração. Para compreender o que é este encontro, devemos libertar a mente e o coração das falsas imagens de Deus que nos assustam. O Evangelho adverte-nos sobre o risco de estarmos sintonizados com a maneira de pensar do mundo, a ponto de não compreendermos o que está a acontecer na realidade, no momento presente.
No Evangelho deste domingo, Jesus, querendo ajudar-nos a considerar as «coisas futuras» a partir do que já está a acontecer agora, coloca Noé e a Arca no centro do seu discurso. Muitos tendem a considerar essa história como um mito, um conto de fadas; mas Jesus usa-a precisamente para mostrar um paradoxo evidente. Noé começa a construir a Arca quando ainda não há nenhum sinal do dilúvio iminente. Que absurdo! Após o primeiro momento de espanto, começa a hilaridade das pessoas, as zombarias, e a «extravagância» de Noé logo se torna do conhecimento de todos. Jesus escolhe esta cena de incompreensão para descrever a nossa época: provavelmente também nós estaríamos entre aqueles que zombavam de Noé, teríamos nos aliado aos seus concidadãos, em vez de a ele e à sua família. Demasiado habituados a raciocinar com «os pés bem assentes na terra», a medir-nos com «coisas concretas», não nos apercebemos de que, entretanto, Deus está a fazer algo grandioso, diante dos nossos olhos...
O Senhor está a fazer brotar a salvação aqui e agora, porque cada instante está cheio de Deus. Sim, mesmo num tempo marcado por dificuldades e sofrimento, mesmo aí Deus está a trabalhar: o tempo pertence a Jesus, que o dirige ao Pai; é a salvação daqueles que se descobrem, ao mesmo tempo, amados e frágeis, preciosos e pecadores. Perceber que Deus está a passar é abrir-lhe o coração, manter-se numa atitude constante de confiança e escuta. Então, «uma mulher será levada, a outra deixada»: não importará a forma como Jesus nos encontrará. Basta-nos saber que a nossa vida corre em profunda união com Jesus, que nos esforçamos por cumprir a sua vontade nas coisas simples do dia a dia, porque «quem vive em Deus, vai para Deus»; se vivemos a nossa existência na terra no amor de Deus, tanto mais, quando nos apresentarmos diante Dele, viveremos Nele, imersos no Amor que não tem fim. Não há nada a temer! Perguntemo-nos então: qual é a arca que o Senhor está a construir diante dos nossos olhos? Que salvação se está a manifestar na nossa vida? Levantemos o olhar, esperemos com confiança, não nos deixemos desanimar pelo cansaço, mas reconheçamos o «Deus à obra» no nosso quotidiano, a ocasião mais bela para nos deixarmos encontrar por Ele, aqui e agora!
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