MENU

NEWS

Solenidade da ASCENSÃO DO SENHOR -1 de Junho 2025- ANO C

«Enquanto os abençoava, foi elevado ao céu»

 

«Enquanto os abençoava, foi elevado ao céu»

 

+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo S. Lucas (Lc 24, 46-53)

 

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas disso. Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade, até que sejais revestidos com a força do alto». Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os. Enquanto os abençoava, afastou-Se deles e foi elevado ao Céu.
Eles prostraram-se diante de Jesus, e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria. E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.

 

Palavra da Salvação.

 

 Para a reflexão pessoal

 

Neste domingo, quarenta dias após a celebração da Páscoa, celebramos uma festa estranha, na verdade um pouco embaraçosa porque a festa da Ascensão é o momento em que Jesus vai embora. Por que deveríamos celebrar este momento? Deveria ser algo extremamente triste saber que Ele vai embora. No entanto, nesta festa está a chave para entender tudo. Para conseguir explicar hoje o que o Evangelho nos anuncia, gostaria de vos tentar deixar uma comparação que pode ajudar na vida quotidiana.

Sabem quando uma criança é pequena, muito pequena, tão pequena que precisa de ser levada ao colo? Quando uma criança nasce, ela traz consigo muito potencial, por exemplo, a potencialidade para falar, mas ainda não fala, para andar, mas ainda não anda, precisa de tempo antes de conseguir fazer todas essas coisas. Enquanto isso, é a mãe ou o pai que a ajudam, que fazem as coisas por ela e acho que todos nós já vimos uma criança de dois/três anos quando está a começar a andar. No início, na verdade, não anda, gatinha no chão, mas quando começa a ficar de pé, a mãe ou o pai seguram-na pelas mãos e ela tenta andar, e assim pratica, sente-se segura porque sente que a mãe e o pai estão lá. Ela tem uma sensação forte de que vai conseguir andar porque sente que há alguém que lhe segura as mãos, que a acompanha. No entanto, todos sabemos que, quando uma mãe, um pai, querem ajudá-la a dar um passo adiante sozinha, fazem um gesto que para a criança é incompreensível. Os pais largam-na, deixando-a sozinha. A criança não vive isso de forma feliz, porque não se sente mais segura, não sente que se pode agarrar a algo.

Mas por que uma mãe ou um pai criam uma ausência, soltam as mãos dela, deixam-na sozinha?

Porque enquanto não fizerem esse gesto, a criança nunca irá desenvolver a sua capacidade de saber andar por ela. Só quando a mãe e o pai lhe tiram as mãos é que ela começa a perceber que tem essa capacidade dentro de si. Agora, deixemos esta comparação e passemos à nossa experiência de fé.

Jesus faz o mesmo com os seus discípulos, e também com cada um de nós. Há momentos em que nos parece que Deus está longe, que não existe. Sentimo-nos sozinhos, não sentimos que Ele nos segura a mão, sentimos que está ausente. Este não deve ser um momento dramático na nossa vida. Na verdade, é uma grande declaração do amor de Deus, mesmo que, nesse momento, o vivamos muito mal, exatamente como aquelas crianças.

Porque é que o Senhor cria uma ausência?

Para que saia o que está escondido dentro de cada um de nós. E o que está escondido dentro de cada um de nós? A garantia do Espírito Santo, um poder, uma potência, uma força que se manifesta sobretudo quando nos parece que Deus não existe. Ora, se Jesus não desse um passo atrás, o Espírito Santo não poderia chegar e, portanto, não se manifestaria na nossa vida. A nossa relação com Jesus seria apenas uma relação de dependência, seríamos dependentes dele, mas ele não nos quer dependentes, quer-nos livres, exatamente como os filhos. Os filhos são livres, não são escravos. Então, todas as vezes que na vida nos parece que estamos sozinhos, nesse momento o Senhor está presente na sua ausência, retirou as mãos, mas para que se manifeste com força o poder de Deus, o poder do Espírito Santo dentro de cada um de nós. É por isso que São Paulo, na segunda leitura, diz «a cada um de nós, porém, foi dada a graça segundo a medida do dom de Cristo», o que significa que, precisamente nesse momento, dentro de cada um de nós, manifesta-se algo único, percebemos, que sabemos rezar, que sabemos ser corajosos, que sabemos enfrentar o que a vida nos reserva.

Evangelizar não é explicar Deus aos outros, mas mostrá-lo, torná-lo visível. Estes são os evangelizadores. Então, São Francisco tinha razão quando dizia: «Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho e, se for necessário, também com palavras».

 

Em destaque

Tríduo Pascal
Horários Celebrações

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor - 29 de Março 2026 - ANO A
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

4º Congresso Jovens FCIM Fátima
Fátima: a resposta do céu aos males deste tempo

CALENDÁRIO EVENTOS

Próximos eventos

Sexta- Feira santa
Tríduo Pascal

Sábado Santo
Tríduo Pascal

Domingo de Ressurreição
Horários das celebrações

FAÇA SUA DOAÇÃO AGORA

Com uma pequena doação poderá ajudar-nos a construir a nova Igreja da FCIM dedicada a Nossa Senhora e a São José em Fátima

Dona alla fondazione

A revista “Maria di Fatima”
A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria

JÁ SUA ASSINATURA |

NEWSLETTER

A newsletter é um instrumento para permanecer sempre em contato conosco e para ficar sempre atualizados sobre as principais atividades da Família do Coração Imaculado de Maria. Fazendo sua inscrição você receberá gratuitamente notícias, links e artigos.

5x1000 Fondazione Antognozzi
LA FONDAZIONE ANTOGNOZZI
sostiene il progetto della nuova
Opera FCIM a Fatima
Costruiamola insieme!!!
www.fondazioneantognozzi.it
Grazie!
Nuova Opera FCIM a Fatima

DOSES DE ESPIRITUALIDADE

Ogni vocazione sacerdotale è un grande mistero, è un dono che supera infinitamente l'uomo. (San Giovanni Paolo II)