DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Ogni vocazione sacerdotale è un grande mistero, è un dono che supera infinitamente l'uomo. (San Giovanni Paolo II)
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“Não vim chamar os justos, mas os pecadores”
“Não vim chamar os justos, mas os pecadores”
+ Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus (Mt 9,9-13)
Naquele tempo, Jesus ia a passar, quando viu um homem chamado Mateus,
sentado no posto de cobrança dos impostos, e disse-lhe: «Segue-Me».
Ele levantou-se e seguiu Jesus.
Um dia em que Jesus estava à mesa em casa de Mateus,
muitos publicanos e pecadores vieram sentar-se com Ele e os seus discípulos.
Vendo isto, os fariseus diziam aos discípulos:
«Por que motivo é que o vosso Mestre come com os publicanos e os pecadores?».
Jesus ouviu-os e respondeu:
«Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.
Ide aprender o que significa: ‘Prefiro a misericórdia ao sacrifício’.
Porque Eu não vim chamar os justos, mas os pecadores».
Palavra da Salvação
Reflexão
Retirada por padrepauloricardo.org
Propõe-nos hoje a Igreja um Evangelho do qual muitos abusam nestes tempos, dele extraindo uma conclusão totalmente contrária às intenções de Cristo.
Cristo costumava tratar com pecadores e pessoas de má vida, chegando até a lhes frequentar a casa, como foi o caso de Levi, com quem teve um alegre jantar em comemoração da vida nova que se propusera levar o antigo publicano. E o que muitos concluem disto é que Jesus não fazia acepção de pessoas, sentido-se à vontade para estar com adúlteros, ladrões e prostitutas, porque era tolerante com todos.
Ora, todo o problema e todo o abuso está neste porque, pois ainda que é certa a primeira parte, ou seja, que Jesus a ninguém discriminava injustamente, é de todo falso o motivo alegado, ou seja, que ao Senhor pouco se lhe dava o pecado dos homens. E por que razão? Em primeiro lugar, porque nele se confunde tolerância para com o pecador, princípio que a Igreja sempre observou e todo cristão deveria seguir, com tolerância com o pecado, princípio não apenas falso como igualmente pecaminoso.
Em segundo lugar, porque Jesus mesmo declara que não são os de boa saúde que dele precisam, mas os doentes, e é destes que Ele vai atrás. E se lhes chama doentes é porque neles reconhece alguma enfermidade, alguma desordem, algum desequilíbrio que lhes tira a normalidade da saúde, que para a alma humana não é outra coisa senão a santidade.
É esta a falsidade contra a qual devemos estar hoje prevenidos, e esta a saúde que hemos de pedir ao nosso Médico, que não veio a este mundo sofrer tanto para que vivêssemos como vínhamos vivendo, mas para que, confessando-lhe a nossa doença, tivéssemos na sua graça o nosso remédio; na santidade, a plena saúde; e na glória, a segurança de nunca tornarmos a enfermar.
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