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PRIMEIRO SÁBADO

Terço no 1º sábado do mês

MISTÉRIOS DOLOROSOS

5 abril 2025

 

1.A agonia de Jesus no Getsémani

No Jardim das Oliveiras, Jesus, com a alma triste até à morte, dirigir-se-á ao Pai, suplicando-Lhe que, se possível, Lhe afaste o Cálice da Paixão. E, no entanto, logo a seguir, Ele próprio pedirá que não seja feita a Sua vontade, mas a do Pai, pois lembrar-se-á de que é o Filho amado do Pai, em quem o Pai se compraz, porque com Ele sofre.

De facto, “o Pai sofre com o Filho que sofre com o Pai. O próprio Espírito Santo, Amor de Deus em pessoa, é também, por conseguinte, sofrimento de Deus em pessoa. Jesus viveu a sua paixão e morte como oferta de Amor ao Pai. Mas o Pai também sofre e o Seu sofrimento é uma Paixão de Amor. Um Amor digno desse nome deve deixar ao amado a liberdade de o aceitar ou rejeitar. E a rejeição do amor é um dos sofrimentos mais agonizantes para um coração de carne humana. Mas não é menos doloroso para um Deus que amou tanto o mundo a ponto de nos dar o seu Filho único. No Calvário, o Pai faz silêncio, mas não é um silêncio de indiferença. É um silêncio de sofrimento e de impotência. Ambos ditados pelo Amor. O Pai predeterminou Cristo “como instrumento de expiação” (Rm 3,25), mas é uma “reparação” que não actua sobre Deus para o apaziguar, mas sobre o pecado da humanidade para o eliminar. Quem expia é o próprio Deus, não o homem” (D. Lambiasi).

Retribuamos o amor de Deus por nós procurando, nestes últimos dias da Quaresma, compadecer-nos de toda a dor que Jesus sofreu na sua Paixão.

 

2.Flagelação de Jesus atado à coluna

Jesus respondeu: 'Que tenho eu a ver contigo, ó mulher? A minha hora ainda não chegou” (Jo 2,3-4). Nas bodas de Caná, Jesus “fez diante dos olhos dos homens o que se tinha recusado a fazer na presença de Satanás no deserto. Satanás tinha-o incitado a transformar pedras em pães para se tornar um Messias de natureza económica; Maria Santíssima tinha-o incitado a transformar água em vinho para se tornar um Salvador. Satanás tinha-O tentado a fugir da morte; Maria “tentou-O” a ir para a morte e para a Ressurreição. Satanás tinha tentado afastá-l'O da Cruz; Maria enviou-O para ela. Na Última Ceia, Ele tomaria o pão que Satanás tinha dito que faltava aos homens e o vinho que a Sua Mãe tinha dito que faltava aos convidados das bodas de Caná, e transformá-los-ia no Seu Corpo e Sangue, convidando depois os homens a renovar este Sacrifício, “até à consumação dos séculos”. Quem mais veio ao mundo veio para viver; Ele veio para morrer” (F. Sheen). O próprio Jesus, pouco antes da sua Paixão, revelará aos seus apóstolos: “Agora a minha alma está perturbada; e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas foi para isto que eu cheguei a esta hora” (Jo 12,27). Meditemos nestes dias sobre os Evangelhos da Paixão.

Peçamos a Maria Santíssima que nos ajude a fazer nossa a sua dor de Mãe ao contemplar o seu Filho traído por Judas, renegado por Pedro, condenado à morte pela multidão, para que também nós estejamos prontos a oferecer as nossas dores pela salvação de tantas almas.

 

3.Jesus é coroado de espinhos

Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que é seu; mas como vós não sois do mundo, pois eu vos escolhi do mundo, é por isso que o mundo vos odeia” (Jo 15,19). Quando Jesus for pregado na cruz, os soldados e a multidão convidá-lo-ão a salvar-se, a demonstrar o seu poder de Filho de Deus descendo da cruz. Quão distante está o exemplo que Jesus nos deu daquele que o mundo nos propõe. E como nos é difícil convencermo-nos de que Jesus é o único Caminho que podemos seguir para chegar ao Céu. “Hoje, para tornar a religião mais popular, demasiados profetas diluíram-na. Sem dúvida que uma religião mais permissiva com as fraquezas humanas, que negue a existência do inferno para aqueles que cometeram erros, ou que não diga nada contra o divórcio e contra aqueles que não cumprem as suas promessas, pode tornar-se mais popular. No entanto, não podemos alterar a mensagem de Cristo; é Ele, e não nós, que fundamenta a nossa fé. Muitos sentem-se tão desiludidos com o Cristo sem cruz que lhes é apresentado, que voltam a olhar para a Cruz como o único ponto de referência válido que dá sentido à vida. A paz está no facto de a nossa vontade coincidir com a vontade de Deus. Quando desobedecemos à Sua vontade, não estamos a afirmar a nossa independência. Pertencemos a Deus, e só n'Ele podemos ser felizes. A nossa infelicidade tem a sua origem na nossa rebelião. A nossa paz só pode vir se soubermos voltar com todo o nosso ser ao seu serviço. Daí a Cruz, símbolo do sacrifício por amor (F. Sheen).

Aproveitemos estes últimos dias da Quaresma para fazer uma santa confissão, preparemo-nos para celebrar a Paixão, a Morte e a Ressurreição de Cristo, verdadeiramente como o ponto culminante de toda a sua obra de Redenção por nós.

 

4.Jesus sobe ao Calvário

 “A transfiguração orienta tudo para o mistério da Cruz em que se realiza a Nova Aliança. Sob a Cruz, as testemunhas não são Pedro, Tiago e João, mas Maria e o discípulo amado. Este é o momento da grande transfiguração de Cristo. Nela mostra “a sua glória de unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade”. No Tabor estão Moisés e Elias, no Calvário dois ladrões. A sua veste não brilha como o sol, porque Jesus está nu e o sangue cobriu-o como uma veste sacerdotal para se oferecer ao Pai. Esse sangue não é branco, mas é capaz de branquear os corações daqueles que o contemplam com fé. A Eucaristia é também a grande transfiguração de Cristo. Nela podemos contemplar o seu Coração aberto. Olhando para a Hóstia branca, podemos penetrar na glória do Tabor e na glória do Calvário. Na Consagração, a nuvem envolve o mistério do altar, transformando o pão no Corpo e o vinho no Sangue de Cristo oferecido ao Pai, enquanto Ele diz: “Este é o meu Filho muito amado: escutai-o”. Estamos no coração da Redenção” (D. G. Mani).

Demos graças a Deus pelo grande dom da Eucaristia, rezando muitas vezes ao longo do dia a oração que o Anjo ensinou aos três Pastorinhos de Fátima: “Meu Deus, eu creio, adoro, espero, amo-te; peço-te perdão por todos aqueles que não crêem, não adoram, não esperam, não te amam...”

 

5.A morte de Jesus na cruz

“Na Última Ceia, naquela Quinta-feira Santa, Nosso Senhor disse aos seus Apóstolos: “Este é o meu Corpo oferecido em Sacrifício... Este é o meu Sangue... que será derramado por muitos em remissão dos pecados”. Ele era o que seria no dia seguinte na Cruz: Sacerdote e Vítima. Depois vem o mandamento divino: “Fazei isto em memória de mim”. Na Cruz, Jesus estava, de certo modo, sozinho; na Missa, porém, nós, membros do Corpo Místico, estamos com Ele. Com Ele, também nós oferecemos o nosso sacrifício, morrendo para o pecado. Em cada Missa, podemos pensar em Jesus a dizer-nos das alturas do céu: Esta natureza humana que um dia tomei de Maria e ofereci por vós, a Vítima Imaculada, está agora glorificada à direita do Pai. Não posso voltar a morrer fisicamente neste Sacrifício; posso, no entanto, prolongar a minha Redenção, torná-la viva e pessoal para vós, se me derdes voluntariamente a vossa natureza. Então, poderei voltar a morrer em vós, e vós em Mim. Assim, a Cruz não será mais uma coisa do passado; será algo que está a acontecer no presente. Lembrai-vos que vos disse: tomai a vossa Cruz sobre os ombros todos os dias. Vinde e tomai-a para morrer comigo e em mim. Os vossos sacrifícios não têm valor se não forem oferecidos em Mim e por Mim, o Único Sacerdote e a Única Vítima. Na Consagração, podereis dizer-Me: “Meu Jesus, isto é o Meu Corpo, isto é o Meu Sangue. Tomai-o, consagrai-o, crucificai-o, fazei-o morrer convosco, para que tudo o que há de mau em mim pereça na Cruz, e o que há de bom em mim viva só em Vós. Que não me importe, Senhor, que permaneçam as espécies da minha vida, as aparências do pão e do vinho, os deveres do meu quotidiano monótono e os traços deste meu corpo. Que estes permaneçam puros aos olhos dos homens. Mas edificai, mudai, transubstanciai tudo o que eu sou. Quero que o Pai que temos no Céu, olhando para mim do alto, não me veja mais a mim mesmo, mas a Ti, ou melhor, que me veja escondido em Ti, morto para este mundo corrompido pelo pecado, e que me possa dizer: “Tu és o Filho amado em quem me comprazo”” (F. Sheen).

 

 

 

 

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