DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Il vero spirito di fede porta una persona a staccare lo sguardo da se stessa, per volgerlo verso Dio. (Beato John Henry Newman)
NEWS
Terço no primeiro sábado do mês
1. Jesus é batizado no rio Jordão
«Assim que foi batizado, Jesus saiu da água… E eis que uma voz do céu disse: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo”» (Mt 3,16-17). Deus Pai revela que Jesus é o Seu Filho e reafirma que n’Ele encontra toda a Sua consolação. Quão importante é também para nós, que nos dizemos cristãos e, portanto, filhos de Deus, lembrar-nos sempre de que Deus renova este ato de amor em cada um de nós, a cada instante, e que, também em nós como em Jesus, Deus encontra a Sua satisfação, se vivermos como filhos. E, se somos filhos de Deus, «quem nos separará do amor de Cristo? Será a tribulação, a angústia, a perseguição, a fome, a nudez, o perigo, a espada? Mas, em todas estas coisas, somos mais do que vencedores, graças Àquele que nos amou… nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem o presente, nem o futuro, nem as potências, nem a altura, nem a profundidade, nem qualquer outra criatura poderá jamais separar-nos do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor» (Rm 8,35-39). Quão profundamente o pequeno Francisco de Fátima tinha feito sua esta vocação de ser consolação de Deus e de Nossa Senhora, também para reparar tantos que não querem saber nada de Deus e da Sua Mãe. Quando, a 13 de agosto de 1917, os três Pastorinhos foram detidos, «o Francisco demonstrava uma grande tristeza e dizia, quase a chorar: “Talvez a Nossa Senhora tenha ficado ofendida e tenha decidido não nos aparecer mais, visto que não fomos à Cova da Iria. Gostava tanto de a ver! A mamã, se já não a virmos, paciência! Oferecemos tudo pela conversão dos pecadores. O pior é se a Nossa Senhora não voltar mais! É isso que mais me custa! Mas ofereço também isto pelos pecadores». Depois perguntava-me: «Ouve, a Nossa Senhora já não nos vai aparecer mais? Tenho tanta saudade Dela!»”
2. Jesus realiza o primeiro milagre nas bodas de Caná
«Tendo acabado o vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: “Já não têm vinho” … A mãe diz aos servos: “Fazei o que (Jesus) vos disser”. Havia ali seis jarros de pedra para a purificação dos judeus, contendo cada um dois ou três barris. E Jesus disse-lhes: «Enchei as jarras de água»; e eles encheram-nas até à borda» (Jo 2, 3-10). Para realizar o milagre, Jesus pede a colaboração dos servos e estes, prontamente, fazem tudo o que Jesus lhes pediu, ou seja, enchem aquelas ânforas com nada menos que seiscentos litros de água! Às vezes, tudo o que a vida nos coloca diante dos olhos pode parecer-nos demasiado; outras vezes, aquilo que nos é dito ser a Vontade de Deus pode parecer-nos ilógico… e, no entanto, os servos confiam em Jesus e enchem todas aquelas ânforas vazias, até à borda! Eles confiam e entregam-se a Jesus. Ele é o Mestre, Ele sabe o que faz. E eles deixam-se guiar, deixam-se conduzir. E é precisamente por causa da sua plena confiança em Jesus que o milagre acontece! Também as nossas vidas, por vezes, são como aquelas ânforas: cheias, mas de água, e até à borda. Temos tudo e até mais, mas estamos vazios por dentro. Falta-nos o bom vinho que só Deus nos pode dar, se também nós, tal como os servos de Caná, confiarmos e fizermos tudo o que Ele nos disser. Foi isso que fez a Santíssima Virgem Maria quando, com o seu «sim» ao anjo Gabriel, se tornou a Mãe de Deus e permitiu que Deus levasse a cabo a obra da Redenção. Foi isso que fizeram os Pastorinhos de Fátima, quando disseram o seu «Sim, queremos» e se tornaram servos bons e fiéis que, enchendo as ânforas das suas vidas com a água da sua oração e dos seus sacrifícios, permitiram que Jesus delas extraísse o bom vinho da salvação eterna para tantas almas. É isso que também nós podemos fazer, se colocarmos a nossa vida e o nosso coração ao serviço de Jesus por meio do Coração Imaculado de Maria, tentando ir além dos nossos medos, das nossas misérias e das nossas incapacidades.
3. Jesus anuncia o Reino de Deus e convida à conversão
«Jesus contou-lhes outra parábola: “O Reino dos Céus é semelhante ao fermento que uma mulher pegou e misturou em três medidas de farinha, para que toda a massa fermentasse”» (Mt 13,33). Jesus recorda-nos que estamos no mundo, mas não somos do mundo, tal como o fermento, uma força viva e benéfica que não se deixa vencer nem aprisionar pelo mal e pelo pecado, mas que fermenta para levar o mundo a Deus. De facto, quem acredita em Deus e vive como Seu filho possui uma luz e uma força capazes de ajudar também quem está ao seu lado a aproximar-se de Deus. O triunfo do Coração Imaculado e a vinda do Reino de Deus tornar-se-ão cada vez mais concretos nesta terra, na medida em que cada um de nós permitir que o Evangelho transforme o seu coração e a sua vida, oriente a sua consciência, os seus critérios de julgamento, os valores em que fundamenta a sua ação e os modelos de vida que segue. Não se trata, certamente, de um programa de vida fácil, nem de uma fuga do mundo, mas de uma tentativa de nos assemelharmos cada vez mais a Jesus e à Santíssima Maria. Quando a alma está voltada para as coisas do Céu, e, portanto, para Deus, e as conquista, tem o coração sempre alegre e está em paz, mesmo quando tem de enfrentar a dor. E é isso que nos demonstra a própria vida dos Pastorinhos de Fátima. Durante a sua última doença, «as pessoas que visitavam o Francisco e Jacinta… diziam: “Estivemos a conversar com a Jacinta e o Francisco; perto deles sente-se algo de sobrenatural… Fiquei impressionado com a inocência e a sinceridade da pequena Jacinta e do irmãozinho. É um mistério que não compreendemos! São crianças como as outras, não nos dizem nada, e, no entanto, junto deles sente-se algo de diferente das outras! Ao entrar no quarto do Francisco, parece-se sentir o que se sente ao entrar numa igreja».
4. Jesus transfigura-se no Monte Tabor
«Jesus… subiu ao monte para rezar. Enquanto rezava, o seu rosto mudou de aspeto e as suas vestes tornaram-se brancas e resplandecentes… Pedro disse a Jesus: “Mestre, é bom estarmos aqui” … surgiu uma nuvem que os cobriu com a sua sombra. E da nuvem saiu uma voz, que dizia: «Este é o meu Filho, o escolhido; ouvi-O!»» (Lc 9,28-35). A transfiguração ocorre enquanto Jesus está a rezar, tal como o diabo tinha tentado Jesus quando este se retirou para o deserto para rezar e jejuar. E os discípulos, atraídos pela forma como Jesus reza, pedem-Lhe que lhes ensine também a rezar assim. A oração, de facto, é o lugar onde o homem entra em relação com Deus, abre-se à Sua presença, dispõe-se a ouvi-Lo. É na oração que, tal como Jesus, também nós podemos ouvir a voz do Espírito Santo que nos recorda que somos filhos amados por Deus. É por isso que, se rezarmos, se procurarmos viver na presença de Deus, também o nosso rosto será transfigurado, também a nossa vida se tornará a vida de Jesus, porque já não seremos nós a viver, mas Jesus viverá em nós e sentiremos a beleza da presença de Deus em nós. E quem estiver ao nosso lado não poderá deixar de ver esta nossa transfiguração, experimentará a beleza da nossa vida e sentirá o desejo de percorrer um caminho de fé. Graças à oração e ao facto de vivermos na graça de Deus, seremos fortes também nas tentações, tal como aconteceu com Jesus. Todos os dias, de facto, somos confrontados com escolhas; temos de discernir entre o que é bom e o que é mau. E, se é verdade que cada um de nós tem gravada no próprio coração a lei de Deus, é também verdade que cada um de nós está ferido pela concupiscência, que nos inclina para o mal em vez de para o bem. É por isso que é importante rezar; é por isso que é importante aproximar-se frequentemente do Sacramento da Confissão, através do qual obtemos o perdão dos pecados, mas também a graça para um caminho constante e sincero de conversão.
5. Jesus institui a Santíssima Eucaristia
«Jesus tomou o pão e, depois de dar graças, partiu-o e deu-lho, dizendo: “Isto é o meu corpo, que é entregue por vós; fazei isto em memória de mim”» (Lc 22,19). «Jesus não diz: tomai sobre vós a minha Sabedoria, comei a minha santidade, o sublime que há em mim; mas: tomai a minha humanidade, o meu corpo» (E. Ronchi). Esta é a boa nova que Jesus nos traz: «Deus não retém nada e dá-Se inteiramente, perde-Se nas Suas criaturas como o pão na boca». Quantas vezes, nos três anos que passou com os Seus discípulos, Jesus lhes repetiu: «Quem comer a minha carne viverá para sempre. Quem beber a Água Viva que Eu lhe darei nunca mais terá sede». (E. Ronchi). No entanto, para que Ele possa continuar a dar-Se, é necessário que acolhamos o Dom que Ele faz de Si mesmo. Na Última Ceia, Ele diz: «Este é o Meu Corpo, entregue por vós», mas, logo a seguir, acrescenta: «tomai e comei todos». Ele, sim, está escondido no Tabernáculo para que possamos vir ao Seu encontro e estar com Ele, falar com Ele sempre que quisermos. Mas, acima de tudo, Ele esconde-Se num pedaço de pão porque o Seu desejo ainda maior é que, na Sagrada Comunhão, possamos alimentar-nos Dele, para que Ele se encarne em nós, seja um connosco e transubstancie a nossa vida. «Quem come a minha carne e bebe o meu sangue tem a vida eterna»: de facto, a vida eterna começa já agora, quando fazemos a comunhão com Ele. É por isso que tantos santos sofriam quando, mesmo que fosse apenas por um dia, não podiam receber a Santíssima Eucaristia. É por isso que, mesmo os Pastorinhos de Fátima, pouco antes de morrerem, apesar de saberem que em breve iriam para o Céu para desfrutar da presença de Deus para toda a eternidade, lamentavam não poder fazer a Comunhão. E nós, estamos conscientes do imenso Dom de Amor que é para nós a Eucaristia?
XXIII DOMINGO DO TEMPO COMUM - 6 Setembro 2026 - ANO A
«Se te escutar, terás ganhado o teu irmão»
Quando a Caridade canta no coração
Lembrando M.Teresa
PRIMEIRO SÁBADO
Terço no primeiro sábado do mês
XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM - 30 Agosto 2026 - ANO A
«Se alguém quiser seguir-Me, renuncie a si mesmo»
Com uma pequena doação poderá ajudar-nos a construir a nova Igreja da FCIM dedicada a Nossa Senhora e a São José em Fátima
A revista “Maria di Fatima”
A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria
Il vero spirito di fede porta una persona a staccare lo sguardo da se stessa, per volgerlo verso Dio. (Beato John Henry Newman)