DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Nostro Signore si occupa di ciascuna anima con tanto amore, quasi fosse la sola ad esistere. (Santa Teresa di Gesù Bambino)
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Protetores e modelos da FCIM
por Irmã Paola Lanzilotti icms
“Por isto é que todos conhecerão que sois meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13, 35)
Um provérbio conhecido diz que os amigos se reconheçam no momento da necessidade. Quem tinha feito esta experiência sabe quanto estas palavras são verdadeiras. O bem recebido e as pessoas que estão ao nosso lado nos momentos difíceis tornam-se inesquecíveis; e tudo isto, tem um sabor eterno, deixa-nos ver a marca de Deus. Como muitas vezes acontece, os factos conseguem comunicar algo melhor do que as definições, por isso, partir dá factos realmente acontecidos, talvez, é a maneira mais certa para falar de COMUNHÃO, de relações fraternas, de amizades sinceras.
Um salto atrás no tempo leva-nos ao mês de Junho de 1917, em Fátima. Depois do interrogatório com o pároco, Lúcia enfrenta um momento de crise. Acha que as aparições vêm do demónio e este pensamento tira-lhe o entusiasmo para a prática do sacrifício e da penitência. Ainda pior, decidiu não ir ao próximo encontro com Nossa Senhora; as palavras do Francisco e da Jacinta não a convenceram. Mas sabemos que naquela manhã, na Cova da Iria, Lúcia estava presente. Que aconteceu? Ela conta-nos que aproximando-se a hora de partir, sentiu-se de repente empurrada para uma força ao qual não conseguia resistir. Era a oração dos primos. Entrando na casa deles encontrou-os de joelhos ao pé da cama chorando. Alguns dias depois Francisco confiou-lhe: “Aquela noite não dormi nada; passei-a toda a chorar e a rezar, para que Nossa Senhora te fizesse ir”.
São gestos que atingem diretamente o coração. Provavelmente porque nos apercebemos que não podem ser gestos só humanos, ou talvez, porque logo tínhamos percebido que somos realmente amados por alguém. É este o clima que descreve melhor o que é uma Família: não pessoas perfeitas que se juntam, que nunca erram, mas um lugar onde ninguém tem dúvidas sobre o amor que os outros têm para com ele, e isto porque sente-o, percebe-o, através de factos concretos, como o exemplo da vida dos pastorinhos, e claramente deseja retribuir este amor. É a exigência da reciprocidade, característica essencial de cada amizade, de cada amor verdadeiro. Também com Deus.
Hoje vemos o triste espetáculo de muitas famílias divididas, a mesma ideia de família assume diferentes significados. A realidade mostra-nos que família não se nasce, também quando temos o mesmo sangue nas veias; tornamo-nos propriamente Família num caminho diário de confiança, proximidade, de partilha de nós mesmos.
Neste sentido os pastorinhos de Fátima são realmente o modelo mais alto para a FCIM (segundo só ao mistério da Ss.ma Trindade).
Como chegaram a amar-se assim?Não nos enganemos: isto é principalmente um dom que Deus dá aqueles que estão prontos para acolhe-lo. Não é com certeza que acontecerá… O amor é sempre uma escolha que pede para arriscar, para renunciar a si mesmo para acolher alguém, DE ABRIR-SE A DEUS, Única Fonte do Amor.
Nas suas “Memórias” a Irmã Lúcia escreve que excetuando o laço de parentesco, nenhum outro afeto particular fazia-a preferir a companhia da Jacinta e do Francisco à de qualquer outra criança. Ainda mais, por vezes, a companhia da Jacinta tornava-se antipática, pelo seu carácter demasiado melindroso. Por outro lado simpatizava pouco com Francisco pelo seu carácter natural e pacífico que excitava, por vezes, os nervos da sua vivacidade. Mas também Francisco dizia, que se ia apascentar o rebanho com as outras duas era só para fazer a vontade da Jacinta que gostava disso.
Então: o que elevou, transfigurou e santificou as relações deles ao ponto de não conseguir pensar a si mesmos sem a presença dos outros dois? “Fico cá sozinha?” perguntou Lúcia a Nossa Senhora quando soube que os primos iriam cedo para o céu. Se pensarmos bem, Lúcia não iria ficar só, estava a sua família, estavam outras pessoas, mas a ausência da Jacinta e do Francisco era para ela igual a ficar sozinha. Porquê? Porque ninguém tinha sido capaz de entender até o fundo a experiência que tinha vivido com eles.
É isto o coração de tudo!!! Um projeto divino, uma missão do céu que os unia fortemente. Muitas pessoas teriam beneficiado das orações, sacrifícios, revelações recebidas por eles, mas ninguém tinha sido escolhido por Deus para compartilhar de modo total, assim como era entre eles, aquela mesma experiência. Só eles tinham visto, ouvido, refletido, falado sobre a mensagem de Nossa Senhora. Deixaram de jogar, mudou toda a vida deles. O objetivo agora era responder com amor à comum chamada de Nossa Senhora a rezar, reparar e amar. Este círculo de amor entre alguns faz eternas e indivisíveis as relações daqueles chamados a viver a mesma vocação, cada um na sua especificidade. Cada pastorinho, de fato, respondeu de forma individual e ao mesmo tempo, de modo comunitário como acontece numa família onde as diversidades tornam-se riqueza.
Os Pastorinhos iluminam o nosso estar juntos na FCIM: não uma família qualquer, mas a Família do Coração de Nossa Senhora onde todos os membros, a partir dos mais pequeninos, até aos mais velhos, tinham recebido por Deus a vocação de pertencer a este Movimento para levar Cristo ao mundo, começando com um amor recíproco com o qual cada um sustenta os irmãos na fé, no caminho da fidelidade à missão comum.
Só o Carisma do nosso Fundador, amado, compreendido e vivido na verdade, fará de nós, sempre mais, A FAMILIA QUE DEUS PENSOU desde a eternidade.
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FORMAÇÃO FCIM
para Filhos, Colaboradores FCIM
Com uma pequena doação poderá ajudar-nos a construir a nova Igreja da FCIM dedicada a Nossa Senhora e a São José em Fátima
A revista “Maria di Fatima”
A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria
Nostro Signore si occupa di ciascuna anima con tanto amore, quasi fosse la sola ad esistere. (Santa Teresa di Gesù Bambino)