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O Cânon das Escrituras ( parte II)

O Catecismo da Igreja Católica explicado pelos Servos e Servas do Coração Imaculado de Maria

O NOVO TESTAMENTO (CIC 124-127)

Por Novo Testamento entendemos a coleção de livros inspirados e canônicos que nos falam de Jesus, Messias e Filho de Deus, Redentor e Salvador dos homens, e nos apresentam o início do novo povo de Deus que se forma e cresce através da obra dos seus enviados, os apóstolos. Eles tinham a missão de Jesus de pregar o Evangelho, não de escrever. Muitos livros do Novo Testamento são escritos ocasionais, não no sentido de que foram escritos por acaso, mas no sentido de que a ocasião próxima para tais escritos era uma necessidade prática imediata que precisava providenciar.

Os Apóstolos escreveram quando não puderam estar pessoalmente onde sua presença era necessária. Assim se originam as cartas apostólicas. Os Evangelhos também foram escritos sob a pressão da necessidade prática. Os Evangelhos nascem das memórias e pregações dos apóstolos, as testemunhas oculares que amadureceram sua fé em Jesus vivendo com ele, vendo-o ressuscitar dos mortos e recebendo o Espírito Santo. De fato, no início, antes dos escritos, havia a pregação apostólica. Os escritos na igreja apostólica eram de relativa importância enquanto os apóstolos ainda viviam e pregavam. Foi a palavra viva dos apóstolos, a qualificação deles como testemunhas e enviados que teve um papel fundamental na vida da Igreja. A importância de seus escritos, como dos escritos que coletavam suas pregações sobre Jesus e suas memórias da vida vivida com o Mestre, cresceu ao longo do tempo, à medida que os próprios apóstolos e seus colaboradores diretos desapareceram.

Os livros do Antigo Testamento contam fatos diversos, no Novo Testamento, porém, a história é única: o acontecimento de Jesus.

Existem 27 livros que compõem o Novo Testamento. No centro do Novo Testamento estão os 4 Evangelhos (Marcos, Mateus, Lucas e João) que constituem a narração da vida e dos ensinamentos de Jesus, mas em torno dos Evangelhos foram formados outros escritos que visam confirmar o que diz respeito a Jesus, explicando sua doutrina, anunciando sua salvação, narrando os primórdios da Igreja primitiva.

Os Atos dos Apóstolos contam a história das primeiras comunidades. As numerosas cartas - de Paulo, João, Tiago, Pedro e Judas (Tadeu) - tratam dos problemas teológicos, morais e pastorais que surgem nas comunidades. Finalmente, o Apocalipse quer ser, contrariamente à crença popular, uma mensagem de consolação para uma comunidade cristã perseguida.

Ao abrir o Santo Evangelho, pense que o que é dito ali - obras e palavras de Cristo - não deve apenas conhecê-lo, mas também vivê-lo. Tudo, cada passagem relatada, foi coletada, particular por particular, para que o incorpore nas circunstâncias concretas de tua existência.

O Senhor chamou a nós católicos para segui-lo de perto e, neste Texto Sagrado, encontrarás a Vida de Jesus; mas, além disso, deve encontrar a tua própria vida lá.

Também tu aprenderás a perguntar, cheio de amor, como o Apóstolo: "Senhor, que queres que eu faça?". "A vontade de Deus!" tu sentirás em tua alma de maneira perentória.

Toma, portanto, o Evangelho todos os dias, lê-o e vive-o como um guia concreto. Os santos assim o fizeram” (S. Josemaria Escrivà, Forgia 754).

UNIDADE DO ANTIGO E DO NOVO TESTAMENTO (CCC 128-130)

O Novo Testamento, embora seu cumprimento, afirma a validade perene do Antigo Testamento. Basta pensar nas muitas citações do Antigo Testamento presentes no Novo. O próprio Jesus cita as Escrituras. Mesmo São Paulo e os primeiros cristãos quando falam de "Escrituras" referem-se ao Antigo Testamento.

Uma é a Palavra de Deus, uma é o plano de salvação de Deus e única é a inspiração divina de ambos os Testamentos.

"O Novo Testamento está oculto no Antigo e o Antigo se manifesta no Novo", assim se expressou Santo Agostinho com aguda sabedoria sobre este tema. É importante, pois, que tanto na esfera pastoral como académica se destaque claramente a íntima relação entre os dois Testamentos, recordando com São Gregório Magno que "o que o Antigo Testamento prometia, o Novo Testamento fez ver; o que aquele anuncia de maneira oculta, este proclama abertamente como presente. Portanto, o Antigo Testamento é uma profecia do Novo Testamento; e o melhor comentário sobre o Antigo Testamento é o Novo Testamento” (Verbum Domini 41).

Para um cristão, o Antigo Testamento encontra sua plenitude no Novo; mas também é verdade que as páginas do Antigo Testamento iluminam e explicam o Novo. No Antigo Testamento aprendemos a verdadeira pedagogia de Deus: o cumprimento ocorreu com o advento de Cristo, mas ao mesmo tempo o cumprimento é um evento que continua a acontecer. Os tempos e as situações mudam, mas o cristão sempre terá que conhecer e aprender a ação salvífica de Deus que não muda. Nesse sentido, as histórias dos personagens do Antigo Testamento continuam a ser um exemplo de como Deus atua na história dos homens e como eles responderam a sua chamada.

“Quando a Sagrada Escritura é lida com o mesmo Espírito com que foi escrita, permanece sempre nova. O Antigo Testamento nunca é velho uma vez que faz parte do Novo, porque tudo é transformado pelo único Espírito que o inspira. Todo o texto sagrado tem uma função profética: não diz respeito ao futuro, mas ao hoje daqueles que se alimentam desta Palavra. O próprio Jesus afirma-o claramente no início do seu ministério: "Hoje se cumpriu esta Escritura que ouvistes" (Lc 4,21) "(Aperuit Illis 12).

A SAGRADA ESCRITURA NA VIDA DA IGREJA  (CIC 131-133)

"Quem lê o livro divino assume a lógica divina, fala a linguagem divina e adquire eficácia divina" (Giacomo Alberione, Ler as Sagradas Escrituras p. 120).

A Igreja sempre venerou a Sagrada Escritura, o próprio coração da Liturgia, onde ela é proclamada e comentada. A Bíblia é a alma do anúncio e da catequese, é alimento insubstituível para o progresso na vida espiritual. É também a base da teologia, a raiz do vínculo com o judaísmo e um terreno privilegiado para o diálogo ecumênico entre os cristãos.

Ao longo dos séculos, a Igreja sempre recomendou a leitura da Palavra de Deus, tanto através do Magistério como com o exemplo resplandecente dos santos.

"A ignorância das Escrituras, de fato, é a ignorância de Cristo" diz Santo Agostinho.

Palavra de Deus e Corpo do Senhor são ambos alimento para o cristão. É a Palavra que se faz carne que guia os passos de quem segue a Cristo e deseja viver segundo o seu plano de salvação.

É por isso que a Igreja, ao longo dos séculos, sempre prestou muita atenção às traduções da Bíblia, para garantir que traduções adequadas e corretas nas várias línguas facilitem o acesso dos fiéis à Sagrada Escritura.

Também em nossos dias e nos escritos recentes do Magistério encontramos a solicitude pastoral dos Papas em recomendar a leitura do Texto Sagrado: da Dei Verbum do Concílio Vaticano II, à Verbum Domini de Bento XVI, para chegar a Papa Francisco que, com o Motu proprio Aperuit Illis, estabeleceu o Domingo da Palavra de Deus.

 

 

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