DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Nostro Signore si occupa di ciascuna anima con tanto amore, quasi fosse la sola ad esistere. (Santa Teresa di Gesù Bambino)
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Um rasgo no véu que separa a Terra e o Céu
de Sérgio Vicente
O que significa honrar os santos? Antes de responder, talvez devamos admitir algo: vivemos numa época que foge do extraordinário. Queremos conforto, previsibilidade, sucesso imediato. E, no entanto, os santos desafiam tudo isso. Eles são as figuras de uma alegria estranha, um amor ardente que queima as próprias amarras deste mundo. O Dia de Todos os Santos não é apenas uma festa, é um vislumbre, um rasgo no véu entre o que somos agora e o que somos chamados a ser.
Dizem que fomos feitos para o Céu, mas o que significa?
É uma frase perigosa, porque faz-nos encarar a verdade: não pertencemos inteiramente a este mundo. Os santos são as testemunhas dessa verdade, não como heróis inalcançáveis, mas como irmãos e irmãs que descobriram, por fim, o seu lugar.
Santo António, por exemplo, não foi um super-homem. Foi, antes, um homem que aceitou ser pequeno para caber nele Deus. Ele viu em cada pessoa, em cada pedra, a presença de um Deus que se esconde nas coisas simples. Os santos não querem que os imitemos como copiadores desajeitados. Querem, antes, que descubramos a nossa própria santidade: única, pessoal, cheia de luta e de graça.
Teatro de uma vida que nos pertence
Neste ano, representámos a vida de Santo António (de Lisboa, de Pádua, do mundo!). Não como atores, mas como almas que tentam vestir um pouco da luz que este santo trouxe ao mundo. Nos ensaios, no palco, experimentámos os constrangimentos da vida comunitária, as risadas, os improvisos necessários. No fim, uma lição: a santidade é feita de tropeços, não de perfeições.
Depois da peça, houve o sorteio de santos. Um costume que não é infantil, mas profundamente simbólico. Escolher, ou ser escolhido por um santo é ter um amigo, alguém que nos guiará com as suas virtudes e os seus fracassos transformados em glória.
Entre a Terra e o Céu
E o que dizer dos nossos mortos? O Dia de Todos os Santos e o Dia de Finados são inseparáveis, porque nos ensinam que a morte não é o fim, mas o meio de uma transformação. Há quem entre pela "porta grande" do Céu, diretamente, e há quem passe pelo purgatório, e espere pelas nossas orações. Aqui está um mistério maior que a vida: os santos rezam por nós, enquanto nós rezamos por aqueles que ainda esperam. É uma comunhão que desafia o tempo e o espaço.
Um Convite à Eternidade
O Dia de Todos os Santos levanta perguntas cruciais:
Essas perguntas não são apenas um desafio, mas uma promessa. Porque, no fundo, a resposta já está inscrita em nós: fomos feitos para ver Deus. Quando olharmos para Ele, seremos finalmente nós mesmos. Os santos mostram-nos o caminho, não com discursos grandiosos, mas
com vidas marcadas pela fé e pela graça.
E assim, nesta festa que une Céu e Terra, somos convidados a levantar o olhar, a sair do que é raso e a entrar na profundidade de uma promessa: fomos feitos para a eternidade.
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