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O Amor verdadeiro tem forma de cruz

Catequese retiro Jovens Fevereiro 2023

de Pe.Luigi Polvere icms

Acabamos de iniciar a Quaresma e penso que é importante refletir sobre a riqueza deste tempo que Deus nos oferece a cada ano, para não o perder ou arriscarmo-nos de usá-lo mal. A Quaresma é um tempo de grande graça, um tempo favorável, em que Deus se aproxima do nosso coração, renova a Sua confiança em nós, está disposto a perdoar, a iniciar com cada um de nós um caminho de verdadeira conversão  para ressuscitar com Ele na Páscoa. Esta palavra significa passagem, êxodo, ascese. Deus, portanto, oferece-nos a possibilidade de passar da morte à vida, de uma velha vida e escrava do mal para uma vida nova, de uma vida onde simplesmente sobrevives, para uma vida na qual aprendes a viver plenamente, enfim, a deixar de ser simplesmente filhos dos homens para passar à vida de filhos de Deus.

 E é lindíssima a imagem com que a liturgia nos apresenta tudo isso: partimos das cinzas de quarta-feira para chegar à luz da noite de Páscoa.

Normalmente nossa vida é um caminho para as cinzas... mas com Deus é o contrário: partimos do reconhecimento do nosso nada, da nossa fragilidade para alcançar a glória. Com Deus podemos sempre fazer esta viagem, porque para Ele os teus pecados, o teu nada, os teus limites nunca são o ponto de chegada, mas sempre o ponto de partida. Então, esses 40 dias que nos lembram o Êxodo do povo de Israel do Egito para a terra prometida, tornam-se também para nós uma oportunidade de mudança completa da nossa existência. Todos nós temos um Faraó que nos mantém prisioneiros e do qual precisamos libertar-nos, para entrar na Terra Prometida, para tornarmo-nos íntimos com Deus, para saborear a riqueza do Seu Amor e descobrir Quem Ele é e quanto nós somos preciosos.

 Então, para despormo-nos bem a este tempo, queremos seguir o Senhor Jesus que, ao retirar-se para o deserto, é tentado pelo Diabo. O deserto representa o lugar da nossa intimidade, o espaço da oração e do silêncio. Pensando nisso, é o lugar onde sempre achamos difícil entrar, porque vivemos imersos numa confusão contínua de pensamentos e palavras, mas é só aqui que podemos realmente encontrar-nos com Deus. Porém, quase sempre, quando aprendemos a reservar este espaço, o que experimentamos não é imediatamente a Luz de uma Presença, mas a escuridão dos nossos medos, do nosso cansaço, da nossa fragilidade e começamos a sentir dentro de nós uma luta que se renova constantemente, entre Deus que te procura no silêncio para te conquistar e te conduzir ao bem e o diabo que tudo inventa para te fazer viver fora de ti... o mesmo que aconteceu com Jesus. Portanto, creio que neste texto haja um verdadeiro caminho de cura, que todos somos chamados a fazer, para libertar-nos dos enganos do Diabo, encontrar Deus verdadeiramente e viver plenamente a nossa vocação.

Comecemos pela primeira tentação. Depois de um jejum assustador, o diabo aproxima-se de Jesus e diz-Lhe: “Se tu és o Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pão”. (Mt 4,3)

Eis o primeiro engano: ser filhos de Deus significa mudar as coisas, a nossa vida, as pessoas, as situações no qual vivemos  para que possam satisfazer-nos. É a ideia de viver procurando de cada coisa uma compensação. Um meu desejo torna-se o absoluto ao ponto de que uma pedra tenha de se transformar em pão. Quantas vidas arruinadas por esta absurda pretensão de dar prazer a si mesmo, custe o que custar! Quantas vidas não sabem florir por serem dependentes dos seus desejos e dos seus instintos , que ditam leis sem controlo!  São semelhantes a muitos marinheiros sacudidos pelas ondas de um apetite qualquer e incapazes de reassumir o leme da própria existência, porque são movidos por um único imperativo. Tudo é em função de mim e tem de me satisfazer.

Mas não acaba aqui! Realmente, raciocinando nestes termos, principalmente diante das deceções, dos nossos defeitos e das limitações que a vida nos apresenta, começa a querer insinuar-se na mente uma ideia pouco saudável, deformada e velha como o mundo: “Se Deus me ama verdadeiramente, se é de facto meu pai, ele muda as situações para que me saciem e sejam satisfatórias…”. Se Deus me quisesse bem, tinha-me dado outra família ou ter-me-ia concedido aquele lugar, ou não me teria dado aquele defeito, ter-me-ia dado uma história diferente, uma vida diferente da que tenho. Já que não é assim, este Deus nem o quero ver, nem o quero conhecer. Começo a ter medo dele e a fugir da sua presença ou a dar-lhe o mínimo indispensável (caímos na tristeza, no desespero ... não nos aceitamos... e começamos a pensar mal de nós mesmo e de Deus)

Vede, em pouco tempo o demónio conseguiu meter-te no coração uma dúvida sobre a tua bondade e a bondade de Deus; e tudo isto em nome de quê? De um apetite, ou então de uma imagem de nós mesmos, que  construímos e que procuramos atingir. Todos nós somos filhos de uma sociedade que nos plantou na cabeça e no coração uma pergunta contínua: “És importante? Tens valor? Mandas? Ao que se segue, ainda mais insistente, um imperativo: tens de aparecer, tens de te mostrar, tens de te fazer alguém, tens de ser amado, desejado e por aí fora! E então a tua vida deveria tornar-se o meio para realizar tudo isso, pois com esta história não conseguimos amar-nos, pelo contrário, odiamo-nos, porque começamos a ver que as coisas não funcionam. Claro! Se não usas uma coisa naquilo para que ela foi pensada, não funciona, não te satisfaz. Mas estás mesmo convencido que aquilo é o que Deus quer? Se Deus te quisesse com uma outra história, com outro coração, com uma vida diferente, por acaso não te teria criado assim? Mais ainda… estás realmente convencido de que a felicidade consiste em realizar todas as tuas expectativas? Não será que chegou o momento de pores uma pedra sobre as expetativas e construir com aquilo que tens?

Eis, então, a primeira libertação desta Quaresma: um filho de Deus, um homem verdadeiramente livre não muda as coisas para que se tornem satisfatórios, mas deixa-se mudar por essas coisas porque entendeu que a vida não é feita para ter sucesso ou ser o centro de um mundo onde tudo deve satisfazer-me, mas PARA AMAR e para isso não é preciso ter uma história perfeita, nem grandes talentos, porque a única coisa que importa: é conhecer o Amor de Deus, estar com Ele, aprender a ser familiar com a Sua Palavra… porque fazer a Sua Vontade é um alimento muito mais saboroso do que obedecer aos próprios apetites e desejos. Na verdade, para amar alguém de verdade é preciso saber renunciar aos próprios apetites, é preciso morrer um pouco para nós mesmos porque o verdadeiro amor sempre tem a forma de uma cruz!

 

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