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O Anúncio do Reino de Deus (parte primeira)

5ª Catequese FCIM 2023-24

O Catecismo da Igreja Católica explicado pelos Servos e Servas do Coração Imaculado de Maria

 

A pregação de Jesus passa pelo anúncio do Reino de Deus e o consequente convite à conversão.

Tomemos como referência a passagem de Marcos (Mc 1,14-15), que é mais antiga e inspirou tanto Mateus (Mt 4,12-17) como Lucas (Lc 3,23 ss.).

 

Começa com duas anotações.

Uma histórica: “Depois de João ter sido preso”, quase uma prefiguração do destino de Jesus.

A outra geográfica: “foi para a Galileia” (v. 14), dando grande importância à Galileia.

 

Jesus vem da Galileia, o anúncio do Reino tem lugar na Galileia, todo o quadro da atividade principal de Jesus é a Galileia, as aparições do Ressuscitado têm lugar na Galileia: o início e o fim da vida de Jesus têm lugar na Galileia, como profetizado por Isaías (cf. Is 8,23-9,6).

Talvez haja também um símbolo: a beleza da Galileia como recordação da beleza do Evangelho, em contraste com Jerusalém, lugar do drama e da conclusão do mundo antigo.

 

O Reino vem na pessoa de Jesus

O coração do Evangelho é o anúncio do Reino de Deus. Por isso, Jesus fez dele o centro da sua missão. Segundo o evangelista Marcos, as suas primeiras palavras são: “O tempo está cumprido e o Reino de Deus está próximo; arrependei-vos e acreditai no Evangelho” (Mc 1,15). A construção deste anúncio de Jesus, que podemos considerar como um resumo de todo o Evangelho, é muito correcta. A tónica recai sobre o acontecimento, que precede a conversão e a fé e constitui o núcleo da originalidade cristã.

 

Reino de Deus

A expressão “Reino de Deus” tem as suas raízes no Antigo Testamento e no judaísmo: indica a ação régia de Deus, a sua justiça, a sua intervenção salvadora. Exprime a expetativa dos profetas e do povo antigo.

O anúncio de Jesus insere-se no contexto desta expetativa, mas ao mesmo tempo desprende-se dela.

 

Como?

  1. Ao contrário da esperança judaica que falava do futuro, Jesus afirma que a era messiânica já chegou: isso está nas suas palavras e na sua ação. Há um tom de alegria e de urgência.
  2. O anúncio de Jesus é universal. Dirige-se a todos e mesmo àqueles que se pensava estarem excluídos dos bens messiânicos: os pobres, os pequeninos, os estrangeiros.

 

→ O anúncio de Jesus é, portanto, enxertado na antiga expetativa, mas com notas de originalidade: a urgência, a universalidade e o Reino tornam-se presentes na sua pessoa.

- Jesus não se mostra como um simples profeta que anuncia a vinda de Deus, mas revela-o como tendo chegado na sua pessoa, na sua palavra e na sua ação.

 

O coração do Evangelho é o anúncio do Reino de Deus, que é Jesus em pessoa, o Emanuel e Deus connosco. Nele, de facto, Deus realiza definitivamente o seu plano de amor para com a humanidade, estabelecendo o seu senhorio sobre as criaturas e introduzindo na história humana a semente da vida divina, que a transforma a partir de dentro” (Papa Francisco).

 

O Reino de Deus é o que Jesus, unido para sempre à nossa carne, realiza já aqui e agora, abrindo-nos à relação com Deus Pai e operando uma contínua libertação na vida e na história que vivemos, porque n'Ele o Reino de Deus já se aproximou (cf. Mc 1, 12-15). Ao mesmo tempo, enquanto estivermos nesta carne, o Reino permanece também uma promessa, um anseio profundo que trazemos dentro de nós, um grito que se eleva da criação ainda marcada pelo mal, que geme e sofre até ao dia da sua plena libertação (cf. Rm 8,19-24)” (Henri de Lubac).

 

Realidade presente e futura

O Reino anunciado e inaugurado por Jesus é uma realidade simultaneamente presente e futura. Interrogado pelos fariseus: “Quando virá o Reino de Deus?”, Jesus responde: “O Reino de Deus não vem de modo a chamar a atenção, e ninguém dirá: Aqui está ou ali está. Porque o Reino de Deus está no meio de vós!” (Lc 17,20-21).

 

O Reino está presente no nosso mundo e na nossa história, mas está presente como uma semente. A sua plenitude está no futuro, de tal modo que a Igreja reza sempre: “Venha a nós o vosso Reino” (Mt 6,10).

O Reino é real e atuante, mas não é visível como as realidades mundanas, nem localizável. Não podemos dispor dele como se fosse nosso, nem podemos construí-lo com os nossos próprios esforços. Só podemos acolhê-la como um dom de Deus.

 

A boa nova do acontecimento do amor de Deus

Marcos chama o anúncio do Reino de evangelho, uma manifestação do amor de Deus pelo homem, um amor inesperado, para além das expectativas. A essência do evangelho é a revelação do que Deus é para o homem e do que o homem é para Deus, ou seja, a boa nova.

 

Daí um duplo espanto: que Deus ame tanto o homem e que o homem seja tão importante para Deus. A primeira reação é o espanto. Mas o espanto desaparece se o Evangelho for reduzido a uma série de ideias sobre Deus, sobre Cristo, sobre o homem, deixando na sombra que, em vez disso, é sobretudo um acontecimento. Todas as religiões ensinam que Deus ama o homem. Mas só o cristianismo proclama que o Filho de Deus se fez homem. O centro da fé é um acontecimento.

 

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