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Se eu poder tocá-lo, ficarei curada!

3. O caminho proposto aos jovens FCIM

de pe. Luigi Polvere icms

«Depois de Jesus ter atravessado, no barco, para a outra margem, reuniu-se uma grande multidão junto dele, que continuava à beira-mar. Chegou, então, um dos chefes da sinagoga, de nome Jairo, e, ao vê-lo, prostrou-se a seus pés e suplicou instantemente: «A minha filha está a morrer; vem impor-lhe as mãos para que se salve e viva.» Jesus partiu com ele, seguido por numerosa multidão, que o apertava. Certa mulher, vítima de um fluxo de sangue havia doze anos, que sofrera muito nas mãos de muitos médicos e gastara todos os seus bens sem encontrar nenhum alívio, antes piorava cada vez mais, tendo ouvido falar de Jesus, veio por entre a multidão e tocou-lhe, por detrás, nas vestes, pois dizia: «Se ao menos tocar nem que seja as suas vestes, ficarei curada.»

Na verdade, o testo começa com a história de outra menina, filha de Jairo, chefe da sinagoga, que está a morrer com apenas 12 anos e ele vai até Jesus para pedir-lhe que lhe imponha as mãos. Era o gesto de abençoar e ele percebe que já não sabe fazê-lo, por isso chama Jesus... Encontramo-nos diante de um pai que já não sabe transmitir a vida...

Eis uma primeira indicação: a cura do coração começa por admitir a nossa impotência, este homem receberá o milagre a partir de um gesto de humildade; para curá-lo precisamos de fazer a paz com os nossos limites, admitir a nossa impotência e começar a agarrar-nos seriamente a Deus e experimentar o Seu Poder... porque Jesus sabe algo sobre nós que ainda não vemos. Na verdade, quando Ele chega na casa de Jairo e todos lhe dizem que ela já morreu, Jesus afirma que ela está apenas a dormir. Quem tem a palavra final sobre nossas vidas, nós ou Deus? Acreditar no poder de Deus que sabe transformar a morte num sono do qual se pode despertar. E quantas vezes vimos isso nos santos... quantas obras santas Deus realizou com essas vidas, e não pode fazer isso também contigo? Claro que sim! Então, não é verdade que não consegues, que não há esperança... Deus é capaz com a Sua Graça de transformar cada escuridão, cada erro, cada fracasso, cada desastre em um renascimento. Em cada coração, mesmo no teu, a vida de Deus não está morta, só precisa ser despertada... E enquanto tudo isso acontece, a nossa mulher entra em cena...

 

A mulher sofre de uma doença gravíssima: está a perder sangue na genitália e ninguém entende porquê! (Para tentar focar melhor no problema, que já é gravíssimo em si, é necessário saber que na Bíblia o sangue era a fonte da vida e tocar no sangue derramado significava tocar a morte; segundo a lei judaica ela era considerada impura e não conseguia aproximar-se de ninguém.) Esta pobre mulher está a perder a vida, tem um problema na sua existência e, como veremos mais tarde, tudo isto lhe causa sofrimento e vergonha. Ela não pode ser mãe... Do que estamos a falar?

São todas aquelas feridas que nos bloqueiam, que nos fazem sentir deslocados e errados, as nossas fragilidades, algumas escolhas erradas que nos fazem viver mal, de forma contraditória, tímida, assustada ou inexplicavelmente violenta, invejosa, ansiosa autoritária ou consumida pelo ressentimento. Em suma, tudo o que nos faz permanecer essencialmente infantis, incapazes de gerar vida. Cada uma de nós é essa mulher, de uma forma mais ou menos sangrenta, mais ou menos dramática!

Então, como podemo-nos curar? Acredito que a primeira coisa a fazer é saber ouvir essa dor e fazer um bom diagnóstico... Muitas vezes as coisas não se resolvem porque estamos a fazer o tratamento errado e porque talvez ainda não tenhamos focado no real problema. A perda de sangue não é a doença, é o SINTOMA. Esta distinção é importante. O mal é o problema, o sintoma sinaliza isso. Se tirarmos o sintoma e não a doença, não resolvemos muita coisa. Sem dor não há cura. Sem sintomas é difícil descobrir a doença. A dor é um indicador precioso... porque sinaliza um problema. Mas aqui é facil cair em dois erros:

  1. Não dar escuta a dor e permaneçer num nível superficial. Se quisermos curar, precisamos de santas perguntas que nos ajudem ir a fundo, para ter um contato sério com o próprio coração... (voltar para nós mesmos como o filho da parábola)
  2. Dar demasiada importância à dor. Esquecer que os sintomas são pistas que me revelam um problema maior e simplesmente tentar tirar a dor, mas sem a resolver. Na verdade, muitas vezes aquela dor que na nossa vida se manifesta como insatisfação, como uma inquietação que volta constantemente, é o melhor presente de um Deus que não te quer perder. Deus muitas vezes nos fala assim e esta é talvez a última oportunidade para segurar o teu coração; a dor, de facto, nos torna vulneráveis, reais, faz cair muitas máscaras, muitas coisas estúpidas e se souber ouvi-la, é realmente a maneira de voltar para Ele e aprender a encontrá-Lo seriamente, é uma pena que este mundo te ensina a anestesiá-lo de muitas maneiras... sem resolver nada, simplesmente adiando.

Então, eu acho que é muito mais sábio colocar-nos diante de Jesus em oração e perguntar-nos simplesmente:

 Onde está a sangrar e a perder-se o nosso amor?

Quais são as atitudes que nos impedem de amar?

Ficamos diante Dele e deixamos que Ele nos dê as respostas, porque nenhum de nós tem forças para enfrentar qualquer viagem nos nossos pecados sem segurar a mão de Deus Pai (binária da verdade e do amor).

Em última análise, um verdadeiro relacionamento com Deus começa precisamente com a abertura do nosso coração ao Seu Amor, deixando que Sua ternura cure as nossas feridas... somente quando lhe apresentas as tuas misérias e te deixas amar como és, Deus pode fazer uma obra dentro de ti.

 

Só com o olhar de quem nos ama posso ver e aceitar melhor as minhas fraquezas.

 

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