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A JMJ vista por dentro

Partilha de uma experiência inesquecível

de Irmã Paola Lanzilotti icms

Quando ouvimos falar da JMJ, vem-nos imediatamente à mente uma enxurrada de jovens alegres e festivos e o Papa a falar com eles.

Hoje, depois da experiência muito recente em Lisboa, posso dizer que a JMJ vista na televisão é uma coisa, mas estar nela e participar é outra completamente diferente.

Esta JMJ era há muito aguardada (o Covid tinha adiado a data de início) e praticamente animou todo o Portugal, Igreja e Estado. Todos contribuíram para o sucesso do evento. 

E isso já não é uma coisa tão bonita? Trabalhar juntos para algo bom, belo e santo.

Talvez muitos não saibam que os jovens portugueses (e não tão jovens) se prepararam para o início da Jornada com a Peregrinação dos Símbolos em todas as dioceses do país.

A cruz da JMJ e o ícone "Salus Populi Romani" entraram e pararam em milhares de paróquias onde eram venerados e onde se preparavam os dias que estavam para chegar.

No dia 13 de maio, também pararam no Santuário de Fátima durante as celebrações em honra da Virgem Maria e no meio de encontros, catequeses… todos se preparavam.

Até que o tão esperado dia chegou e nos encontramos literalmente submersos por peregrinos de todo o mundo!!

E aqui surge espontaneamente no meu coração a primeira palavra que gostaria de destacar a este respeito: BEM-VINDOS

Não vivi nenhuma outra JMJ antes desta, mas há uma caraterística que parece ser comum também nas outras: aquela do acolhimento.

Os peregrinos, tão numerosos, foram todos acolhidos em escolas, ginásios, casas religiosas, estruturas públicas e muitas famílias abriram a porta a estranhos, mas irmãos na fé, e ofereceram um teto sobre as suas cabeças, as primeiras necessidades, o calor de uma família, sem pedir nada em troca, como o Senhor nos diz "De graça recebestes, de graça dais". E isto, num tempo de egoísmo, de carreirismo, de olhar para o outro com desconfiança. Isso é comovente!! Abre o coração.

Assim, as bandeiras coloridas com a inscrição "Família de Acolhimento" começaram a flutuar em muitas casas e prédios. A nossa obra da FCIM aqui em Fátima também exibiu uma bandeira grande na porta principal. Recebemos 60 jovens, todos italianos, claramente da FCIM!! Ser Família também é isso, não é?

Mas também muitos dos nossos consagrados do Movimento abriram as suas casas e acolheram, italianos, franceses… quem lhes foi confiado por aqueles que geriram o acolhimento de todos os peregrinos.

E aqui estamos no dia da partida. Enquanto os italianos pararam para descobrir e saborear  Fátima antes de partirem para Lisboa, os nossos jovens portugueses conduzidos por um incansável Padre Luigi partiram com vários meios e comida oferecida da generosidade de muitos: destino Lisboa.

Nesta altura, é necessário nomear duas pessoas especiais que permitiram aos jovens de aproveitar ao máximo da JMJ.

Helena e Manuel São Payo, membros consagrados da FCIM, abriram a sua casa em Lisboa aos jovens do Movimento, poupando-lhes as deslocações constantes (como aconteceu a muitos outros que não encontraram alojamento em Lisboa mas em cidades distantes).

Isso também nos mostra a beleza da FCIM: uma mão estendida, uma porta aberta, um coração que ama, antes de tudo ao seu interno.

Todos os dias o nosso fantástico grupo levantava-se cedo e percorria as ruas da cidade para participar nas várias atividades propostas.

Havia de tudo: concertos católicos, catequeses, testemunhos, documentários em cinemas ou teatros e, claro, adoração eucarística, tempo de preparação para a confissão (chamado -Rise up -Ressuscita-).

Assistimos assim ao concerto dos nossos amigos "The Sun", e não só deles; em várias catequeses e encontros como o do escritor Christopher West que falou sobre a Teologia do Corpo; a nossa Ir. Gloria esteve envolvida na JMJ oferecendo-se para acompanhar e traduzir para o inglês o Sr. Joseph Fadelle, muçulmano convertido que viaja para deixar o seu testemunho; a Marina (jovem consagrada da FCIM) também animou um dos tantos -Rise Up-. A FCIM está presente, está viva e oferece o seu próprio apostolado, no meio de todos! Obviamente a participação em todos os momentos com o Santo Padre Francisco foi assídua, as suas palavras tocaram os corações.

Segunda palavra: ENTUSIASMO. Se calhar quem lê não faz ideia do que significava naqueles dias andar pelas ruas de Lisboa. Rios de jovens de várias nacionalidades. Vi a alegria contagiante dos angolanos, o sorriso de todos… Fascinante.

A reflexão que fiz foi que às vezes nas nossas realidades eclesiais falta este entusiasmo, na forma como vivemos a nossa fé. Quanto precisamos disso!

Mas não se vive só de entusiasmo, a fé não pode basear-se no entusiasmo; isto é bom para acender a fé, bom para revigorar aquela fé que não arde, que perdeu o vigor no caminho da vida, mas não chega.

Depois da bela experiência precisa caminhar, como disse o Papa: “ Na vida, para se conseguir algo, é preciso treinar a caminhar. Às vezes não temos vontade de caminhar, não temos vontade de nos esforçar; copiamos os exames, porque não temos vontade de estudar e não chegamos ao resultado desejado. Não sei se algum de vós gosta de futebol… Eu gosto. Por trás dum golo, que temos? Muito treino. Por trás dum resultado, que há? Muito treino. E, na vida, nem sempre se pode fazer o que apetece, mas aquilo que nos leva a realizar a vocação que temos dentro de nós… Cada um tem a sua vocação. É preciso caminhar. E, se cair, levanto-me ou haja alguém que ajude a pôr-me de pé. Não ficar caído; e treinar-me, treinar-me a caminhar. E tudo isto é possível, não porque fizemos um curso sobre o caminhar; não há cursos que nos ensinem a caminhar na vida! Isto aprendemo-lo dos pais, aprendemo-lo dos avós, aprendemo-lo dos amigos, ajudando-se mutuamente. Na vida, aprende-se, e isto é treino para caminhar […]. Na vida, nada é de graça; tudo se paga. Só uma coisa é gratuita: o amor de Jesus! Assim, com este dom gratuito que temos – o amor de Jesus – e com a vontade de caminhar, caminhemos na esperança, olhemos para as nossas raízes e continuemos para diante, sem medo. Não tenhais medo”.

E por fim a experiência única no Parque do Tejo. Todos estávamos divididos por setores.

Após o distanciamento social da Covid, parece impossível. Juntos de novo, próximos de novo, conscientes de que estar em mil num pedaço de terra não basta para estarmos juntos, são os corações que devem concordar. Para mim foi maravilhoso pensar em estar ali com todas aquelas pessoas por um motivo: Jesus Cristo!

Depois da simpática e inesquecível noite passada em sacos de cama, um ao lado do outro, com as luzes dos holofotes do parque fixas nos olhos, com todas as agruras deste mundo (o chão duro, as filas intermináveis ​​nas casas de banho, um vizinho deitado perto de ti demasiado barulhento, comida enlatada que para os italianos é penitencial...) mas FELIZES!

Aqui está a última palavra: SACRIFÍCIO. A JMJ tirou-nos das nossas comodidades, queixas e caprichos. Já ouvi muitos jovens contarem que passaram uma semana inteira dormindo no chão, lavando-se como podiam, comendo o que lhes ofereciam. E o sacrifício partilhado é menos pesado, se oferecido torna-se verdadeiramente motivo de inúmeras graças e depois forma, educa, a valorizar o que tens, a gastar-te pelo que acreditas e com a ajuda dos irmãos, verdadeiros amigos em Cristo, a levante-se quando cair.

Agora resta-nos de rezar para que tudo o que o Espírito Santo semeou dê frutos em nós.

Agora é caminhar, sempre.

Obrigado jovens! Obrigado Santo Padre!!

 

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