DOSES DE ESPIRITUALIDADE
O Immacolata! “Madre, che ci conosci, rimani con i tuoi figli”. (San Giovanni Paolo II)
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Ser pai... como São José.
Todo o mês de março é consagrado a São José bem como o mês de maio é consagrado a Maria Santíssima.
Hoje, dia 19 de março, toda a igreja celebra a Solenidade de São José Esposo da Virgem Santa Maria, e junto com esta grande solenidade celebramos o Dia do Pai. Sim, porque São José é guia, é mestre e é modelo para todos os pais.
Talvez nos possa parecer que São José seja menos pai do que todos os pais comuns, mas a verdade é que São José é maiormente pai que todos os pais. São José portanto não é pai biológico de Jesus e aquilo que deu a São José o dom de ser pai foi meramente a Graça e vontade de Deus. São José recebe assim a Graça da paternidade.
O Santo Padre, o Papa Francisco, na sua Carta Apostólica intitulada: PATRIS CORDE, escrita a proposito do ano dedicado a S. José, fala-nos claramente do sentido da paternidade: «Ser pai significa introduzir o filho na experiência da vida, na realidade. Não segurá-lo, nem prendê-lo, nem subjugá-lo, mas torná-lo capaz de opções, de liberdade, de partir. Talvez seja por isso que a tradição, referindo-se a José, ao lado do apelido de pai colocou também o de «castíssimo». Não se trata duma indicação meramente afetiva, mas é a síntese duma atitude que exprime o contrário da posse. A castidade é a liberdade da posse em todos os campos da vida. Um amor só é verdadeiramente tal, quando é casto. O amor que quer possuir, acaba sempre por se tornar perigoso: prende, sufoca, torna infeliz. O próprio Deus amou o homem com amor casto, deixando-o livre inclusive de errar e opor-se a Ele. A lógica do amor é sempre uma lógica de liberdade, e José soube amar de maneira extraordinariamente livre. Nunca se colocou a si mesmo no centro; soube descentralizar-se, colocar Maria e Jesus no centro da sua vida».
Toda a verdadeira vocação nasce do dom de si mesmo, e São José ensina-nos e mostra-nos a beleza desta virtude. Na nossa sociedade atual, muitas das vezes os filhos parecem ser órfãos de pais. Um pai não nasce pai, torna-se tal. E não se torna pai somente porque colocou no mundo um filho, mas porque com amor e responsabilidade cuida dele. São José é portanto para Jesus a imagem na Terra do Pai Celeste: guarda-o, protege-o, segue os seus passos sem nunca se afastar dele. Ele vai descobrindo a pouco e pouco como Deus dispôs esta sua missão grandiosa de ser guardião daquele que o Guarda.
Um amor só é verdadeiramente tal quando é Casto, e São José amou sua esposa Maria Santíssima e Jesus, na ótica do verdadeiro amor livre e Casto. A viver deste amor puro, livre de qualquer posse, somos também cada um de nós chamados a viver fundamentalmente a nossa vocação, seja ela matrimonial, celibatária ou virginal. Que o Glorioso São José nos conceda esta graça de um amor casto livre de qualquer tipo de posse.
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