DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Oggi sulla terra c'è grande silenzio, grande silenzio e solitudine. Grande silenzio perché il Re dorme. (Da un'antica «Omelia sul Sabato santo»)
NEWS
Nasci para coisas maiores
Segunda parte do Testemunho
A adolescência foi um tempo muito difícil para mim. A minha fé arrefeceu, deixei de ir à missa. Passei um ano sem receber os sacramentos. Senti-me atraída por outras coisas.
Recordo que não me sentia feliz. Queria uma vida plena e rica, mas não tinha sonhos em concreto e, portanto, não tinha objetivos definidos. Foi um tempo vivido com muita escuridão e confusão, em que tomei a decisão de deixar a escola. Senti-me muito só.
Quando temos de fazer escolhas sobre a nossa vida, por exemplo o curso na escola, começamos por fazer-nos perguntas sobre o futuro.
O meu conforto encontrei-o no desejo de colaborar na vida paroquial: comecei a fazer catequese com as crianças, a participar em várias iniciativas da paróquia. Entretanto, arranjei um emprego e tudo parecia estar a tomar uma direção tranquila. Mas ainda me continuava a faltar alguma coisa. Lembro-me de uma noite, antes de fechar a igreja paroquial, me encontrar no escuro em frente ao sacrário, sozinha à luz do Ss.mo Sacramento. Foi um momento de plenitude que lembro com prazer. Permaneci assim por longo tempo. Lá fora o trânsito, as pessoas a correr nas suas vidas, na vida do mundo: mas eu estava serena, naquele silêncio, na presença de Deus.
Naquele tempo, Jesus era para mim um amigo especial, que me sabia entender.
Quando conheci a comunidade de irmãs e as Obras da FCIM, tornaram-se quase o meu refúgio, juntamente com outros lugares onde me gostava de “esconder”.
Mas Deus queria que saísse para fora.
Comecei a recitar o rosário com frequência, as irmãs ensinaram-me jaculatórias, a oferecer ações, a aprofundar o meu conhecimento sobre a história de Fátima.
Porém, dentro de mim, ainda permanecia uma luta. Muitas vezes eu pensava naquele meu irmão que não tinha nascido e dizia a mim mesma que, se Deus me tinha permitido viver, então, tinha de haver uma missão para mim. E eu tinha a responsabilidade de viver plenamente a minha vida, também por aquele menino que não havia nascido.
Uma noite em oração, olhando o teto do meu quarto, fiz uma promessa a Deus: "Senhor, não sei o que queres de mim, mas prometo-te que quando souber, farei a tua vontade".
De uma coisa eu tinha a certeza, a minha vida tinha que ser gasta com os outros. Decidi tirar um tempo para pensar em tudo isto, longe de todos.
Com este espírito cheguei pela primeira vez a Fátima à casa dos Servos, corria o ano de 2004 e eu tinha 19 anos.
Nossa Senhora foi fundamental e uma grande ajuda no meu discernimento. Rezei-lhe e, agora em retrospetiva, vejo claramente que Ela me aproximou de Jesus, ajudou-me a ouvi-Lo melhor, a ter uma relação mais profunda com Ele.
Assim, a minha experiência pessoal começou primeiro com o Filho e só depois chegou a Mãe; e é igualmente verdade que sem Maria Ss.ma não teria amadurecido o conhecimento em Jesus. No caminho cristão o papel da Virgem Maria é mais do que fundamental: Maria leva-nos ao mistério do Filho, sustenta-nos na luta contra o pecado e na perseverança da amizade com Deus.
Naqueles dias, pela primeira vez, perspetivei a possibilidade de me consagrar a Deus.
Jesus, o meu querido Amigo, estava a pedir-me algo mais, porque queria dar-me mais e eu desejava mesmo uma vida alta, cheia, diferente daquela gente que vive sem sentido.
Nasci para coisas maiores: estava convencida disso.
O sim demorou a vir, pois tive medo do "novo", de uma vida que não conhecia.
A ideia de que Deus só quer o meu bem, que me ama, que nunca me fez sofrer, ajudou-me a confiar e a entregar-me a Ele, para sempre.
O meu pai ensinou-me que: "Quando alguém faz algo por ti, tens sempre de lhes perguntar como podes retribuir." Ora, se Deus fez tanto por mim, a consagração foi a minha resposta, o meu agradecimento pelo dom do seu Amor por mim.
Amor chama amor.
Mas permanecia um assunto pendente: quando a tua vida começa com a recusa de alguém a ferida é profunda, e não se cura sozinha.
Já não era mais uma menina, a minha vida tinha tomado uma direção certa e boa, mas, às vezes, sentia algo que me impedia de viver como se fosse um travão.
Para me ajudar, Deus serviu-se de uma pessoa que colocou no meu caminho; todos os dias dou graças a Deus por a ter encontrado. Ela acreditou em mim como nunca ninguém tinha feito, ajudou-me a ver-me de uma forma diferente e a acreditar nas minhas capacidades. Cuidou de mim, escutou-me, aconselhou-me, encorajando-me e corrigindo-me quando era o caso. A partilha com ela foi importante neste caminho que percorremos em comum… e Deus foi agindo. Quanto tempo me dedicou e, apesar da distância, ainda me continua a dedicar!!
São aquelas amizades pela vida que tem o sabor do céu.
Claramente há também outras pessoas que tenho de agradecer.
Uma pessoa muito significativa foi o nosso Fundador. Ele falou-me de Deus de uma forma particular, diria experiencial e, portanto, verdadeiro e vivo; foi para mim uma luz que me mostrou o caminho.
O tempo da fidelidade é hoje e o jogo está aberto enquanto estamos vivos.
Acho que a chave para tudo é o amor a Deus que nos dá a vida continuamente. A nossa resposta deve necessariamente ser concreta porque a fé precisa de obras para se manifestar.
Todos temos de agradecer muito ao Senhor pelo que fez e continua a fazer com cada um de nós. Isto também dará origem ao verdadeiro amor pelos outros. A luta é diária, mas não estamos sós.
Com Deus tudo é possível.
Seria bom que no fim da vida nós também, como Nossa Senhora, pudéssemos cantar para Deus o nosso Magnificat e dizer "A minha alma glorifica ao Senhor e o meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome”.
O Presidente FCIM deseja uma Santa Páscoa
Tende coragem, Eu venci o mundo!
Santa Páscoa 2026
"Por que procurais entre os mortos aquele que está vivo?"
Não ausência mas mistério
Sábado Santo
Amar simplesmente e amar até ao fim
Sexta-feira santa
Com uma pequena doação poderá ajudar-nos a construir a nova Igreja da FCIM dedicada a Nossa Senhora e a São José em Fátima
A revista “Maria di Fatima”
A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria
Oggi sulla terra c'è grande silenzio, grande silenzio e solitudine. Grande silenzio perché il Re dorme. (Da un'antica «Omelia sul Sabato santo»)