DOSES DE ESPIRITUALIDADE
Maria, Madre di Misericordia, fa' che manteniamo sempre viva la fiducia nel tuo Figlio, nostro Redentore. (San Giovanni Paolo II)
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A palavra à defesa
de Sr. Paola Lanzilotti icms
Hoje, 1 de outubro, a Santa Igreja celebra a memória obrigatória de Santa Teresinha do Menino Jesus, Virgem e Doutora da Igreja.
Uma santa muito conhecida em todo o mundo, muito rezada e amada.
A sua autobiografia “História de uma Alma” foi traduzida em várias línguas e contribuiu para o surgimento de muitas vocações religiosas e sacerdotais, incluindo a minha.
Nesta homenagem a Santa Teresinha não é minha intenção contar a história da sua vida, ela já o fez muito bem no seu livro e também já o fizemos neste nosso site.
É meu desejo esclarecer um par de objeções que lhe foram dirigidas de forma mais ou menos direta.
Embora saiba que a verdade não precisa de muitas palavras para ser afirmada, porque se afirma sozinha, como um bom advogado, vou tentar gastar algumas palavras em defesa daquela que corre o risco de ser vista por alguns como, muitas vezes, demasiado superficial.
1ª objeção: Mais do que uma pessoa me disse que não conseguia acabar de ler o Manuscrito A de “A História de uma Alma” porque estava cansada dos contos de uma criança sentimental que fala em termos excessivamente ternos e poéticos e que passa continuamente de um drama para outro e chora por tudo. Em suma, como se fosse o diário secreto de uma adolescente.
Defesa: Deus forma os santos respeitando a sua natureza e através da sua história pessoal.
Teresa Martin é francesa, por isso traz em si os traços de uma cultura romântica e fina, tal como Santo Inácio de Loyola e Santa Teresa de Ávila, que são espanhóis de origem, trazem em si os traços de uma cultura apaixonada e “caliente”, própria de Espanha.
Melhor ainda, Teresa é oriunda de uma família burguesa e abastada e é a última de 9 filhos e, por isso, a mais mimada. A isto acresce-se o facto de ter perdido a mãe aos 4 anos, o que a tornou muito frágil e ainda mais objeto da atenção e dos cuidados das irmãs e do seu querido “rei”, como ela costumava chamar o pai definindo-se como a sua “rainha”.
Teresa é de temperamento melancólico e, por isso, lê a vida e as situações em profundidade, correndo o risco, típico dos melancólicos, de se perder no labirinto dos seus próprios pensamentos e de sofrer tanto com as várias provações que a vida não poupa a ninguém, a ponto de se deixar esmagar pela dor.
Ela tem de aprender a lidar e também a reagir face a estas caraterísticas.
Sofre terrivelmente, por exemplo, com a morte da mãe e, mais ainda, com a entrada no Carmelo de Lisieux da irmã Paulina, que ela escolhera como segunda mãe após a morte da primeira.
A “perda” da irmã fê-la adoecer gravemente e isso diz-nos quanto e como amam os melancólicos.
Julgados exteriormente como pessoas frias, vivem as amizades e os laços com os outros com grande intensidade, força e coração. São pelas relações verdadeiras; não se envolvem igualmente com toda a gente, mas quando o fazem são profundamente sinceros, leais e fiéis.
Sabeis quem foi outro santo melancólico? São João Apóstolo, que amou ternamente o Senhor Jesus, estabeleceu com Ele uma amizade especial, deitou a cabeça no Seu Coração e acompanhou-O até à cruz, sem nunca fugir, sem nunca O negar, como fizeram todos os outros apóstolos! O mais novo foi capaz de maior afeto, coragem e fidelidade, desde o início!
Pois bem, Teresa precisava de crescer humanamente e espiritualmente, como todos nós, e isso aconteceu por graça no Natal de 1886.
Por isso, o género literário do Manuscrito A pode não agradar a todos, mas convido-vos a continuar a ler os Manuscritos B e C e as cartas. Descobrireis uma Teresa totalmente diferente, que amadurece apesar de conservar claramente a sua essência melancólica (o temperamento nunca se altera, mas é possível trabalhá-lo, desenvolvendo as suas qualidades e corrigindo os seus aspetos negativos).
Agora, atenção que, para apreender bem o seu crescimento, é importante não deixar de lado as páginas da sua infância... a escolha cabe ao leitor.
E aqueles que prosseguirem encontrarão uma Teresa muito diferente; poderão ver o que a Graça de Deus realiza numa alma que não a rejeita e que escuta a voz de Deus que lhe fala no segredo da sua alma. Apesar de ser fraca e hipersensível, Teresa Martin saberá vencer os seus medos e enfrentar e superar a sua hipersensibilidade; dará provas de coragem e de ardor alimentando desejos santos que a impelem a não desistir, a vencer paixões e inclinações que não a conduzem a Deus, e a não recusar nada, em termos de sacrifício por amor do Senhor e para a salvação das almas.
Ela viverá radicalmente o Evangelho, basta pensar como uma jovem de boa família, que sempre teve tudo (em termos de conforto e de bens materiais, mas também de belas relações que partilhava com uma família maravilhosa, onde as pessoas se amavam), será capaz de abraçar a pobreza do Carmelo de Lisieux, um dos mais rigorosos de todos, e aprenderá a relacionar-se e a amar todas as suas irmãs, mesmo aquelas que a sua natureza teria afastado.
O seu segredo? Confiar em Deus, que tudo pode numa alma que lhe abre a porta e se deixa levar pelas moções interiores do Espírito Santo.
Mais adiante, proporemos a segunda objeção e a segunda defesa à nossa santa!
Como é que Santa Teresinha do Menino Jesus, de temperamento melancólico, conseguiu se transformar em “mãe das almas”, a ponto de a Igreja proclamá-la padroeira das missões?
Para aprofundar o temperamento de Teresa e o seu caminho interior deixo aqui um link, é uma bela catequese do padre Paulo Ricardo sobre o assunto: https://padrepauloricardo.org/episodios/teresinha-a-vitoria-da-graca-sobre-o-temperamento
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