MENU

NEWS

2ª etapa: ROMA/PAPA LEÃO

Jubileu Jovens FCIM 2025

 

de Sr.M. Paola Lanzilotti icms

 

"Contarás sete semanas de anos, isto é, sete vezes sete anos; de forma que a duração de estas sete semanas de anos corresponderá a quarenta e nove anos. Depois, farás ressoar fortemente a trombeta, no décimo dia do sétimo mês. No dia do grande Perdão, fareis ressoar o som da trombeta através de toda a vossa terra. Santificareis o quinquagésimo ano, proclamando na vossa terra a liberdade de todos os que a habitam. Este ano será para vós um Jubileu; cada um de vós voltará à sua propriedade, e à sua família" (Lev 25,8).

 

Com estas palavras, encontramos na Sagrada Escritura a proclamação do primeiro Jubileu da história, no tempo do antigo povo de Israel. O conceito central é o mesmo para o primeiro Jubileu da Igreja Católica, que foi proclamado pelo Papa Bonifácio VIII em 1300 com a bula “Antiquorum habet fida relatio”. Com esta bula, o Papa concedeu indulgência plenária (ou seja, remissão total da culpa e da pena) a todos os fiéis que peregrinassem a Roma, às Basílicas dos Santos Pedro e Paulo, com reverência, arrependimento e confissados.

Caros leitores, era justo fazer esta introdução para vos apresentar aquilo de que vos gostaria de falar hoje: a segunda etapa do Jubileu dos Jovens da FCIM deste ano. Depois da maravilhosa paragem em Lourdes (ver aqui), chegámos finalmente ao destino da nossa longa viagem: Roma!

Ano Santo 2025! Santo precisamente porque é um ano jubilar (ao longo dos séculos, a Igreja reduziu o número de anos entre um Jubileu e outro, de 100 para 50 e depois para 25; para dar a mais pessoas a oportunidade de viver esta experiência de graça). Também foi permitido ganhar indulgências noutras basílicas e igrejas designadas em vários sítios... mas nós fomos ali mesmo, ao coração da Cristandade, a Roma!!!

Chegámos à Praça São Pedro na tarde de terça-feira, 29 de julho de 2025, com a intenção de assistir à missa de abertura do Jubileu dos Jovens mas, infelizmente, depois de uma longa fila, não pudemos estar presentes. Muitos grupos como o nosso já nos tinham precedido e, por isso, na manhã seguinte, bem cedo, partimos de novo e atravessámos a colunata de São Pedro para assistir à audiência geral do Papa Leão XIV.


Foi maravilhoso para mim, italiana, que tinha chegado a S. Pedro pela primeira vez em abril de 1998, na viagem dos finalistas, e depois muitas outras vezes ainda, ver o espanto e a alegria nos rostos dos nossos jovens portugueses que ali chegavam, quase todos, pela primeira vez.
Chegámos cansados, ainda não tínhamos recuperado da longa viagem de autocarro, mas conscientes de que não se tratava de uma viagem turística, mas de uma peregrinação aos lugares santos indicados pela Igreja, em busca de conversão, de um encontro mais intenso com o Senhor, para ganhar indulgência (como ganhámos ao passar pelas portas santas), com o coração aberto para receber todas as graças necessárias, para sermos melhores e crescermos na fé.
Preparámo-nos com a oração e os sacramentos da Confissão e da Eucaristia.
Finalmente, tínhamos chegado! Tomámos os nossos lugares e ficámos à espera do Papa Leão.

A Praça de São Pedro! É, sem dúvida, o sítio onde mais sinto um forte sentimento de pertença à Igreja de Cristo Senhor. A espera pelo Papa não foi longa, embora tivéssemos ainda de aguardar o encontro com ele em Tor Vergata para o ver de perto.

Logo o Papa Leão chegou entre nós e, depois de ter saudado os fiéis, dirigiu-nos algumas palavras. O P. Gianni e eu fizemos a tradução para os nossos jovens portugueses, que estavam sentados à nossa volta, e valeu mesmo a pena!

O Papa começou com um texto do Evangelho de Marcos (Mc 7,31-37) em que um surdo-mudo é trazido por alguns amigos a Jesus para ser curado.

"Precisamente como nos poderia acontecer hoje, este homem talvez tenha decidido não falar mais porque não se sentia compreendido, e desligar todas as vozes porque se sentiu desiludido e magoado com o que ouviu [...]. Inicialmente, o comportamento de Jesus pode parecer estranho, dado que toma aquela pessoa à parte (v. 33a). Assim, parece acentuar o seu isolamento, mas olhando bem ajuda-nos a compreender o que se esconde por detrás do silêncio e do fechamento deste homem, como se tivesse entendido a sua necessidade de intimidade e proximidade. Jesus oferece-lhe, antes de tudo, uma proximidade silenciosa, através de gestos que falam de um encontro profundo: toca os ouvidos e a língua deste homem (cf. v. 33b). Jesus não profere muitas palavras, diz a única coisa que lhe é necessária neste momento: «Abre-te!» (v. 34). Esta palavra, simples e maravilhosa, contém o convite que Jesus dirige a este homem que deixou de ouvir e de falar. É como se Jesus lhe dissesse: «Abre-te a este mundo que te amedronta! Abre-te às relações que te desiludiram! Abre-te à vida que renunciaste a enfrentar!». Com efeito, fechar-se nunca é uma solução".

Uma vez mais, como o Bom Pastor, o Papa falou-nos ao coração, aconselhando-nos, estimulando-nos, hoje, a não nos fecharmos num silêncio desiludido com a vida, mas, pelo contrário, a abrirmo-nos aos outros, a arriscarmos nas relações, a enfrentarmos aquilo de que gostaríamos de fugir; e a sermos Igreja a sério, um grupo de irmãos e irmãs em Cristo que se preocupa em levar a Jesus os muitos irmãos e irmãs que, no caminho da vida, ficaram para trás, feridos e muitas vezes sozinhos.

Em suma, continuar a ser, mesmo depois de terminado o Jubileu, peregrinos da esperança, na nossa maneira de enfrentar a vida e de caminhar ao lado dos outros. Não desiludidos e resignados como os discípulos de Emaús, mas ricos de fé, de esperança e de amor, mesmo no meio das provações quotidianas.

Palavras muito actuais, sobretudo muito apropriadas para os numerosos jovens do Jubileu que enchiam a praça e os seguiam através dos meios de comunicação social.

Terminada a audiência, o nosso dia prosseguiu com visitas a outros lugares santos de Roma e depois o momento principal, o da Santa Missa celebrada na igreja de San Josè dei Falegnami, no Carcere Mamertino, aos foros imperiais, no coração da cidade (um lugar, tambèm, historicamente significativo para toda a FCIM). E depois a visita ao Coliseu, onde tantos cristãos derramaram o seu sangue por amor a Cristo. Mas sobre isso deixo o prazer de contar a outros.

Até à próxima, com as etapas do Jubileu dos Jovens da FCIM!!!

 



 

 

Em destaque

Tríduo Pascal
Horários Celebrações

Domingo de Ramos na Paixão do Senhor - 29 de Março 2026 - ANO A
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus

4º Congresso Jovens FCIM Fátima
Fátima: a resposta do céu aos males deste tempo

CALENDÁRIO EVENTOS

Próximos eventos

Sexta- Feira santa
Tríduo Pascal

Sábado Santo
Tríduo Pascal

Domingo de Ressurreição
Horários das celebrações

FAÇA SUA DOAÇÃO AGORA

Com uma pequena doação poderá ajudar-nos a construir a nova Igreja da FCIM dedicada a Nossa Senhora e a São José em Fátima

Dona alla fondazione

A revista “Maria di Fatima”
A revista oficial da Família do Coração Imaculado de Maria

JÁ SUA ASSINATURA |

NEWSLETTER

A newsletter é um instrumento para permanecer sempre em contato conosco e para ficar sempre atualizados sobre as principais atividades da Família do Coração Imaculado de Maria. Fazendo sua inscrição você receberá gratuitamente notícias, links e artigos.

5x1000 Fondazione Antognozzi
LA FONDAZIONE ANTOGNOZZI
sostiene il progetto della nuova
Opera FCIM a Fatima
Costruiamola insieme!!!
www.fondazioneantognozzi.it
Grazie!
Nuova Opera FCIM a Fatima

DOSES DE ESPIRITUALIDADE

Ogni vocazione sacerdotale è un grande mistero, è un dono che supera infinitamente l'uomo. (San Giovanni Paolo II)